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A tão consagrada avaliação de iluminância recebeu em 2013 novas diretrizes de análise com a chegada da NBR ISO 8995-1 que substitui a NBR 5413/92.  Tal mudança tem provocado certas dúvidas quanto a análise deste fator, desta forma resolvi postar alguns esclarecimentos acerca do tema.

A NBR ISO 8995-1/13 além de tratar dos níveis de iluminância (Iluminância Mantida), avaliado em lux, nos trouxe novos requisitos, o Índice Limite de Ofuscamento Unificado (UGRL) e o Índice de Reprodução de Cor Mínimo (Ra), bem como a temperatura de cor para ambientes de trabalho internos.

No que se refere a iluminância mantida não houve grandes mudanças, a avaliação continua sendo realizada com o aparelho denominado luximetro posicionado no plano de trabalho e na impossibilidade de determinação deste plano a 0,75 m em relação ao nível do piso. Em relação a quantidade de pontos avaliados a norma estabelece o critério de malha de pontos, obtido por meio da maior dimensão da zona ou da sala.

Em relação ao UGR, devem ser verificados os dados da luminária junto ao fabricante para cálculo e definição deste índice. Quanto ao Ra os dados devem ser obtidos com o fabricante das lâmpadas utilizadas, ou pode ser avaliado com o auxílio de um espectrofotômetro.

Porém cabe ressaltar que o MTE publicou uma Nota Técnica n° 224/14 informando que:

“para o cumprimento do item 17.5.3.3 devem ser observados os valores de iluminância previstos na ABNT NBR 5413:1992, bem como os métodos de avaliação estabelecidos na norma ABNT NBR 5382:1985”.

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Uma vez identificado o risco químico no ambiente de trabalho e verificado a necessidade da utilização do Equipamento de Proteção Respiratória – EPR é fundamental a implantação e implementação de um Programa de Proteção Respiratória – PPR, o qual deve possuir as políticas, ações e responsáveis pela execução do programa.

Para tanto a INº 01/94 do MTE e o documento Programa de Proteção Respiratória, da FUNDACENTRO estabelecem os requisitos mínimos.

O respirador selecionado deve ter um Fator de Proteção Atribuído adequado à exposição, em cada ambiente atmosférico. Dividindo-se a concentração do contaminante atmosférico pelo TLV ou LT obtém-se o Fator de Proteção Requerido (FPR). O respirador selecionado deve possuir um Fator de Proteção Atribuído maior ou igual ao Fator de Proteção Requerido.

Sem título

Os Fatores de Proteção Atribuídos recomendados pela 3M, baseados na IN 01 de 11/04/94, são:

  • Respirador Semifacial (descartável ou de cartucho recambiável) ………….. 10
  • Respirador de Peça Facial Inteira ………………………………………………………. 100
  • Respirador Motorizado com Peça Facial Inteira, Capuz ou Capacete …….. 1000
  • Respiradores com Suprimento de Ar:
    • Semifacial com Fluxo Contínuo …………………………………………………. 50
    • Capacete Capuz ou Peça Facial Inteira, com Fluxo Contínuo ………… 1000
    • Demanda com pressão ……………………………………………………………… 1000

 

Links:

Programa de Proteção Respiratória: Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores – Fundacentro

INSTRUÇÃO NORMATIVA SSST/MTB Nº 1, DE 11 DE ABRIL DE 1994

Fonte:

http://solutions.3m.com.br/3MContentRetrievalAPI/BlobServlet?locale=pt_BR&lmd=1314681051000&assetId=1114286782911&assetType=MMM_Image&blobAttribute=ImageFile

 

O que significa PFF?

As Peças Faciais Filtrantes – PFF (filtros mecânicos ou máscaras descartáveis) são geralmente constituídos por um emaranhado de microfibras sintéticas combinadas em camadas e tratadas eletrostaticamente para reter apenas os materiais particulados (poeiras, névoas e fumos) presentes no ambiente. Elas podem receber classificações de P1, P2 ou P3, dependendo de sua capacidade de retenção de contaminante. 

De acordo com recomendações contidas PPR (Programa de Proteção Respiratória) da FUNDACENTRO, segue abaixo as classificações dos filtros e para quais contaminantes são recomendados: 

PFF1: proteção contra poeiras e névoas partículas não tóxicas (penetração máx. através do filtro de 20%).

PFF2: proteção contra partículas finas, fumos e névoas tóxicas (penetração máx. através do filtro de 6%).

PFF3: contra partículas tóxicas finíssimas  e radionuclídeos e (penetração máx. através do filtro de 0,1%).

Vida útil: Limitada conforme o tempo de uso (contínuo ou não), grau de saturação do ar ambiente, cuidados, higiene ou dano. Deve ser trocada sempre que o usuário perceber um aumento na dificuldade de respiração através do filtro – significará que ele se encontra saturado e causará desconforto ao usuário.

Higienização: Não se executa nenhum tipo de manutenção tais como: lavagem, ou troca de peças, por serem todos eles descartáveis.

RESP PFF2

Agora vocês devem estar perguntado, o que são poeiras, nevoas e fumos?

Poeiras: São formadas quando um material 

sólido é quebrado, moído ou triturado. Quanto menor a partícula, mais tempo ela ficará suspensa no ar. As poeiras são os contaminantes

 mais comumente presentes em ambientes de trabalho.

Nevoas e neblinas: são constituídas por particulados líquidos na forma de gotículas em su
Fumos: Os fumos ocorrem quando um metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado e se resfria rapidamente, criando partículas muito finas que ficam suspensas no ar. Os fumos, tais como as poeiras, são particulados originados a partir de materiais sólidos.spensão na  atmosfera. A diferença entre elas é que as primeiras, as névoas, são geradas por processo mecânico, como ruptura física de um líquido durante processos de pulverização, nebulização ou borbulhamento; já as neblinas são produto da condensação na atmosfera de pequenas partículas líquidas provenientes de um líquido previamente volatilizado por processo térmico.

Os filtros P1, P2 ou P3 são utilizados em respiradores com manutenção (onde é possível a troca do filtro) e os PFF1, PFF2 E PFF3 são os respiradores sem manutenção (descartáveis).

Fonte: http://www.montibeler.com.br/noticia/o-que-significa-pff

 

Fachada da empresa onde houve o acidente (Foto: Fernando Mancio/TV Diário)

Segundo relatos, devido a mistura de duas substâncias químicas, o gás sulfídrico foi gerado provocando a morte de um operário. Outras 34 pessoas também foram intoxicadas pela inalação do gás. Em uma breve antecipação de riscos, encontramos dois problemas potenciais: o primeiro está relacionado ao fato do trabalhador desconhecer propriedades dos produtos que utiliza em seu trabalho e a outra está relacionada a falta de medidas de controle, onde, segundo a Norma Regulamentadora nº. 09 do MTE em seu subitem 9.3.5, as medidas de controle devem ser adotadas seguindo uma hierarquia sendo:

  • Medidas de caráter coletivo;
  • Medidas de ordem administrativa ou organizacional;
  • Medidas individuais.

Com as poucas evidências que temos a respeito do caso, podemos observar um descaso com a segurança, seja pelo fato da empresa não fornecer um ambiente adequado para manipulação de produtos químicos, por não treinar seus trabalhadores, por não fornecer medidas de controle que sejam suficientes para a manutenção de ambiente de trabalho seguro ou pelo fato do trabalhador não observar medidas básicas de segurança.

Texto: Diego Basílio

Reportagem veiculada no site G1:

Um operário de 34 anos morreu em um acidente com produtos químicos em uma indústria química de Suzano (SP) nesta quinta-feira (12), conforme informou o Corpo de Bombeiros do município. O homem inalou um gás que teria sido provocado por uma reação química no local. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Segundo a Prefeitura, até as 15h pelo menos 59 pessoas eram atendidas no Pronto-Socorro municipal e foram mantidas em observação. 

De acordo com o sargento Clodoaldo Cardoso de Sá, que coordenou o trabalho de resgate no local, o acidente foi por volta das 9h30, na Rua Antônio da Surreição, na Chácara Nova Suzano, região do bairro do Raffo: “Assim que chegamos, nós encontramos a vítima já na parte externa da empresa. Ele estava em parada cardiorrespiratória. Fizemos os primeiros atendimentos e o encaminhamos ao Pronto-Socorro de Suzano. Mas, ele não resistiu e o médico constatou o óbito”, detalhou o sargento.

Ainda segundo os bombeiros, além do operário outros 33 funcionários de uma empresa vizinha também se sentiram mal no momento do acidente. “Eles estavam com náuseas após terem inalado o produto”, explica o Sargento Cardoso.

Por volta das 15h, a Prefeitura de Suzano informou que a diretoria do Pronto-Socorro disse que, além do rapaz que morreu, no total, 59 pessoas deram entrada no ambulatório com quadro de intoxicação. Eles permaneciam internados em observação.

Fonte: Douglas Pires Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano disponível em: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2013/09/acidente-em-empresa-de-suzano-mata-operario-dizem-bombeiros.html